EXCENTRICIDADES

Agora sou mestre em reiki. Engraçado. Nem sabem que sou reikiana, quanto mais mestre. Parte de minha tão conhecida “arisquêz” (de ser arisca) E lá vou eu, recitando antes de dormir e logo ao acordar: “Só por hoje não me irritarei. Só por hoje não me preocuparei. Só por hoje trabalharei honestamente. Só por hoje serei grata. Só por hoje serei gentil com todos”.

 

E ai que nunca foi tão difícil seguir o mandamento. De repente, estou um poço de ira e preocupação, mais do que o normal, deixando de ser educada com as pessoas. Não diziam que eu era “educadinha demais”? Pois é... Eu era. Mas que eu sempre fui irada e raivosa, infelizmente, não posso negar. A questão é que agora eu voltei a tomar consciência disso. Quase como na meditação: tem-se que ficar sem pensamentos e só aí percebemos que eles nos invadem a cabeça, não param de vir e não os conseguimos evitar. Fazer o que? Respirar fundo e recomeçar...

 

Mas nem só de reiki vive minha esotericidade. Ontem foi dia de visitar o Vale do Amanhecer – DF, observar um ritual na Estrela Candente, 12:30, e depois passear pelo lugar, principalmente pelo templo.

 

Apenas a título de curiosidade, o local, dentro do Distrito Federal, é uma comunidade formada principalmente pelos adeptos da seita Doutrina do Amanhecer, fundada por Tia Neiva, uma caminhoneira, mãe de 04 filhos, que, com 33 anos, teria adquirido poderes paranormais e recebido orientações de espíritos de outros mundos espirituais.

O ritual a que assistimos foi feito por mulheres, vestidas de longos vestidos, esvoaçantes, cheios de saias de cores indicando a que falange (grupo) pertenceriam, e algumas ainda com véus coloridos e brilhantes, e por homens de calças marrom, blusas pretas e longas capas com símbolos esotéricos. Enquanto estávamos por lá, de tempos em tempos, grupos se reuniam em encruzilhadas para, em círculos, enviarem “energias cósmicas positivas” para o mundo. Foi, pelo menos, uma experiência interessantíssima.

Mas nem só de esotericidades eu tenho vivido esse longo período de ausência. Confesso até que essas e outras coisinhas têm sido mais fortes em razão da visita de nosso querido amigo de Natal, o Melk. Caríssimo amigo. Com ele por aqui, é necessário mostrar essas coisas que são tão mais fortes no Distrito Federal que nos demais lugares. E dá-lhe visitas ao Templo da Boa Vontade, ao Vale do Amanhecer, ao Templo Budista, à Mesquista, à escola de Reiki e até, por que não, às igrejas católicas ou, no mínimo, à Ermida. Bem é claro que as vezes uma visita à sorveteria ou ao restaurante mais próximo também são computados. Afinal, o espírito até está pode estar bem, mas que a carne é fraca, ah, isso é. ;)



Escrito por Sulamita Saad às 13h18
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